SÊ SEMPRE UM VERDADEIRO CRISTÂO

Sê sempre um verdadeiro cristão. Os rótulos não são o essencial. A essência está no conteúdo da vida, não nas denominações da nossa vida. Que é ser cristão? É ser baptizado em Cristo, é crer em tudo aquilo que Ele disse e praticou ao longo dos seus trinta e três anos de vida na terra e em todas as Suas promessas de eternidade. É senti-Lo dentro de nós e ve-Lo em cada pessoa que passe por nós, ajudando-a sem perguntar quem ela é e como se chama. Ser cristão é, sobretudo, saber ser irmão.


[Pensamento de Pe. Nobre adaptado de "Comece o dia Feliz"]

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Chocolate quente

Um grupo de jovens licenciados, todos bem sucedidos nas carreiras, decidiu fazer uma visita a um velho professor, agora reformado.


Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stress que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho. O professor não fez qualquer comentário sobre isso e perguntou se gostariam de tomar uma chávena de chocolate quente. Todos se mostraram interessados e o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou vários minutos depois com uma grande chaleira e uma grande quantidade de chávenas, todas diferentes – de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal, umas com aspecto vulgar e outras caríssimas. Apenas disse aos jovens para se servirem à vontade.

Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes:
– Reparem como todos procuraram escolher as chávenas mais bonitas e dispendiosas, deixando ficar as mais vulgares e baratas... Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, é isso a origem dos vossos problemas e stress. A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolate quente. Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas nem deixam ver o que estais a beber. O que vós realmente queríeis era o chocolate quente, não a chávena; mas fostes conscientemente para as chávenas melhores...
Enquanto todos confirmavam, mais ou menos embaraçados, a observação do professor, este continuou:

– Considerai agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; o dinheiro e a posição social são as chávenas. Estas são apenas meios de conter e servir a vida. A chávena que cada um possui não define nem altera a qualidade da vossa vida. Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena acabamos por nem apreciar o chocolate quente que Deus nos ofereceu. As pessoas mais felizes nem sempre têm o melhor de tudo, apenas sabem aproveitar ao máximo tudo o que têm. Vivei com simplicidade. Amai generosamente. Ajudai-vos uns aos outros com empenho. Falai com gentileza…… e apreciai o vosso chocolate quente.

(autor desconhecido)

[partilhado por Marisa Pereira, C.F. 1000]

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Ceia de Natal de Convivas

No final da tarde do dia 20 de Dezembro de 2008, na casa de S.José, em Lamego, reuniu-se um grupo de convivas para celebrar, antecipadamente, o Natal.
Naquele fim de tarde frio e naquele lugar tão cheio de lembranças e recordações, foi possível tocar novamente, ainda que de forma diferente e discreta, mas intensa no amor e misericórdia infinitos do Nosso Deus.
Pelas 17h fomos convidados a reunir-nos na capela para a celebração penitencial, todos nos sentimos chamados a “limpar a nossa casa” para que Jesus tivesse gosto de a habitar. A unicidade do que sentimos antes e depois da reconciliação é de uma grandeza incomparável e indescritível.
Após o sacramento da Reconciliação, eis o momento alto do nosso encontro, a Eucaristia, plena comunhão e encontro com o Mestre. Perante o texto do Evangelho fomos convidados a olhar para Maria e José, para a sua unidade e cumplicidade em todos os momentos da vida, mesmo perante as maiores dificuldades. Da primeira leitura, ficou em nós mais do que uma mensagem, uma vontade imensa de construir um templo para o Menino de Belém, um templo grande em amor, em perdão e em caridade que possa acolher a todos, compreender e ser lugar de paz - o nosso coração disponível.
Engrandecidos pelo amor do Pai, certos da sua misericórdia e cheios de alegria por termos experimentado tão grandes mistérios, fomos em seguida jantar. O jantar decorreu sempre com muita animação. A alegria que os nossos rostos brotavam era sinal de um sentimento intenso e profundo.
No final do encontro éramos pessoas muito felizes, com uma vontade imensa de receber de viver o Natal.
Ser conviva é cada dia mais, uma referência, uma força e uma esperança na nossa vida.
Nos próximos dias 20, 21, 22 e 23 de Fevereiro, decorrerá na casa de S.José, em Lamego, um novo Convívio Fraterno.
Tu, que já és conviva, vem reacender a tua chama, precisamos de ti para que a nossa continue a brilhar!
Tu, que não experimentaste ainda a vivência mágica de um encontro destes, faz destes 4 dias uma experiencia única e indescritível que te permitirão partilhar desta esperança e felicidade que possibilitam encarar a vida como um desafio fascinante e permanente.

Iolanda Bravo, CF 1026

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O Dia de Reis

O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de «uns magos» que, segundo o hagiológio foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de Janeiro. A noite do dia 5 de Janeiro e madrugada do dia 6 é conhecida como «Noite de Reis».
A Epifania do Senhor (do grego Ἐπιφάνεια: "a aparição; um fenómeno miraculoso") é uma festa religiosa cristã que se celebrava no dia 6 de Janeiro, ou seja, doze dias após o Natal, porém, a partir da reforma do calendário litúrgico em 1969 passou a ser comemorada 2 Domingos após o Natal.
Na narração bíblica Jesus deu-se a conhecer a diferentes pessoas e em diferentes momentos, porém o mundo cristão celebra como epifanias três eventos: a Epifania propriamente dita perante os magos do oriente (como está relatado em Mateus 2, 1-12) e que é celebrada no dia 6 de Janeiro; a Epifania a João Batista no rio Jordão; e a Epifania a seus discípulos e início de sua vida pública com o milagre de Caná quando começa o seu ministério.
O «Dia de Reis» é uma das festas tradicionais mais singelas celebrada em todo o mundo católico. Neste dia comemora-se a visita de um grupo de reis magos (Mt.2, 1-12), vindos do Oriente, para adorar a "Epifania do Senhor". Ou seja, o nascimento de Jesus, o Filho por Deus enviado, para a salvação da humanidade.
O termo "mago" vem do antigo idioma persa e serviu para indicar o país das suas origens: a Pérsia. Eram reis, porque é um dos sinónimos daquela palavra, também usada para nomear os sábios discípulos de uma seita que cultuava um só Deus.
Esses soberanos correctos, esperavam pelo Salvador, expectativa já presente mesmo entre os pagãos. Deus os recompensou pela rectidão com a maravilhosa estrela, reconhecida pela sabedoria das suas mentes como o sinal a ser seguido, para orientação dos seus passos até onde se encontrava o Menino Deus.
Foram eles que mostraram ao mundo o cumprimento da profecia de séculos, chegando ao palácio do rei Herodes e perguntando "pelo Messias, o recém-nascido rei dos judeus". Nesta época aquele tirano reprimia a população pelo medo, com ira sanguinária. Mas os magos não o temeram, prosseguiram a sua busca e encontraram o Menino Deus.
A Bíblia diz que os magos chegaram à casa e viram o Menino com sua Mãe. Isto porque José já tinha providenciado uma moradia muito pobre, mas mais apropriada, do que a gruta de Belém onde Jesus nascera. Alí, os reis magos, depois de adorarem o Messias, entregaram os presentes: ouro, incenso e mirra. O ouro, significa a realeza de Jesus; o incenso, sua essência divina e a mirra, sua essência humana. Prestada a homenagem, voltaram para as suas nações, evitando novo contacto com Herodes, como lhes indicou o anjo do Senhor.
A tradição dos primeiros séculos, seguindo a verdade da fé, evidenciou que eram três os reis magos: Belchior, Gaspar e Baltazar. Até o ano 474 seus restos mortais estiveram sepultados em Constantinopla, a capital cristã mais importante do Oriente, depois foram trasladados para a catedral de Milão, em Itália. Em 1164 foram transferidas para a cidade de Colónia, na Alemanha, onde foi erguida a belíssima Catedral dos Reis Magos, que os guarda até hoje.
No século XII, com muita inspiração, São Beda, venerável doutor da Igreja, guiado por uma inspiração, descreveu o rosto dos três reis magos, assim: "O primeiro, diz, foi Belchior, velho, circunspecto, de barba e cabelos longos e grisalhos... O segundo tinha por nome Gaspar e era jovem, imberbe e louro... O terceiro, preto e totalmente barbado chamava-se Baltazar (cfr. "A Palavra de Cristo", IX, p. 195)".
in agencia.ecclesia.pt

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Um feliz 2009!

Quem constrói a sua vida sobre a Palavra de Deus é realista porque a Palavra de Deus é o fundamento de tudo e permanece. É estável como o céu e mais ainda que o céu: é a realidade.
Ano Novo, vida nova e, para começarmos bem, para construirmos 2009 da melhor maneira, aqui vai um conselho de Bento XVI: constrói sobre a areia quem constrói sobre coisas visíveis, sobre o sucesso, a carreira e o dinheiro.
Aparentemente, são estas as verdadeiras realidades. Mas tudo isto acabará um dia. Vemo-lo, agora, com queda dos bancos: o dinheiro desaparece, é nada.
Quem constrói a sua vida sobre estas realidades constrói sobre a areia. Pelo contrário, quem constrói a sua vida sobre a Palavra de Deus é realista porque a Palavra de Deus é o fundamento de tudo e permanece. É estável como o céu e mais ainda que o céu: é a realidade.
Sejamos, pois, realistas.
Feliz 2009!
Aura Miguel (RR on-line 2009-01-02)

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O espanto do Natal

Nós que todos os anos vivemos o Natal perdemos o espanto perante o Natal. Essa é uma das piores coisas que pode acontecer a quem vive todos os anos o Natal. De facto, aqueles que participam com fervor na celebração anual do Natal sentem muitas emoções acerca dele, desde a elevação espiritual à indignação perante o consumismo e o desinteresse da sociedade. Mas raramente sentem aquilo que é o mais adequado perante o mistério natalício: o espanto.
O espanto principal vem, naturalmente, do próprio acontecimento que se celebra: que Deus omnipotente, que não cabe nos Céus, tenha decidido descer até nós e nascer como um menino, é algo de inaudito, inconcebível, quase inacreditável. Este é o mistério central da nossa fé cristã, mas dificilmente o conseguimos entender, quanto mais descrever, de tal forma ele ultrapassa tudo o que podemos imaginar. Vivemos todos os dias com ele, mas não somos capazes de compreender aquilo em que baseamos a nossa própria vida. O nosso Deus é, sem dúvida, espantoso!
Mas, mesmo se olharmos o Natal de fora, ele é uma festa absolutamente assombrosa. Se virmos o Natal como alguém que nada sabe sobre ele, se o considerarmos sem referência ao seu significado espiritual, temos de admitir que se trata de um fenómeno impressionante.
Ele é a única festa verdadeiramente global que o mundo alguma vez viu. O Natal atravessa todas as fronteiras e culturas. Existem, sem dúvida, muitas pessoas a quem o Natal nada diz, mas é difícil encontrar alguém que não saiba que ele existe.
Por outro lado, todos falam do "espírito natalício" mesmo quando ignoram o tal significado espiritual. De múltiplas maneiras e formas, os meios agnósticos, pagãos e até ateus se sentem tocados por uma mística que não sabem de onde vem. "Festa da família", "tradição popular", "quadra da solidariedade", "reino do Pai Natal" são maneiras comuns de descrever aquilo que ninguém consegue explicar, mas que todos sentem palpavelmente nesta quadra.
Os fenómenos espantosos que rodeiam o Natal são muitos mais. Por exemplo, trata-se da única celebração de aniversário que se verifica há mais de 2000 anos. Mas vale a pena pensar um pouco de onde vem esta surpreendente realidade. Se aquele que nada sabe sobre o Natal quiser entender a origem daquilo que tanto o surpreende, onde deve ele procurar a resposta? Que lhe podemos dizer nós, aqueles que todos os anos vivemos o Natal e participamos com fervor na sua celebração?
Bem, esta questão levar-nos-ia muito longe. Alguns refeririam dados sociológicos, históricos e etnográficos. Falariam da influência planetária da civilização ocidental, do gosto das culturas pelos presentes e pelas festas e de muitas outras coisas. Mas não existem muitas dúvidas que a razão última do fenómeno vem, simplesmente, do facto indiscutível que o nosso Deus é espantoso. O Deus que fez as girafas e os cometas, que concebeu a aurora e as trovoadas, que imaginou as galáxias e os seres humanos, só Ele poderia inventar uma coisa como o Natal.
João César das Neves

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Querem roubar-Te o Natal, Senhor...

Querem roubar-Te o Natal, Senhor.

Querem ficar com a festa,
mas não querem convidar o festejado.

Querem a árvore de Natal, mas esquecem a sua origem;
querem dar e receber presentes,
mas esquecem os que os Magos Te levaram a Belém;
querem cantos de Natal,
mas esquecem os que os Anjos Te cantaram naquela noite abençoada.
Até a São Nicolau o disfarçaram de “pai Natal”.

Querem as luzes e o feriado, o peru e as rabanadas;
Querem a Ceia de Natal
mas já não vão à Missa do Galo,
nem Te adoram feito Menino nas palhinhas do Presépio.

Quando se lembram estas coisas e o facto que lhes deu origem
diz-se que “o Natal é todos os dias”,
mas não se dispensa esta quadra de consumo e folguedos.

No meio de toda esta confusão deseja-se a paz e a fraternidade,
mas esquecem que só Tu lhes podes dar.

E a culpa de tudo isto ser assim… é também minha
que alinho nesta maneira pouco cristã de celebrar o teu nascimento.

Se desta vez eu der mais a quem tem menos
e comprar menos para quem já tem quase tudo…
se em vez de me cansar a correr de loja em loja
guardar esse tempo para parar diante de Ti…

Se neste Natal fores mesmo Tu a razão da minha festa…
as luzes e os cantos, o peru e as rabanadas, os presentes e a até o Pai Natal
me falarão de Ti e desse gesto infinito do Teu Amor
de teres viindo ao meu encontro nessa noite santa do teu Natal.

Rui Corrêa d’Oliveira – “Bom dia” – Canal Sim RR –08.12.2008

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25 de Dezembro

Lc 2, 1-14

«Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura.»


Buscamos um Rei, Senhor do Universo, Criador do Céu e da Terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis. Encontramos um bebé, indefeso e pobremente vestido, deitado nas palhas de um estábulo.
Diante do presépio, o nosso mundo todo feito de aparências e conveniências sociais fca de pernas para o ar.
Quando a Madre Teresa de Calcutá recusava ofertas de frigorífcos ou de ar condicionado para as casas das Missionárias da Caridade achavam-na ingrata, louca ou antiprogresso. Mas ela compreendera este Menino, e procurava segui-Lo vivendo com as suas irmãs em condições próximas das dos rejeitados pela sociedade, a quem queria ajudar.
Peçamos ao Deus Menino que nos ajude a ver para lá das aparências, a afinar critérios, para discernirmos o que é mais urgente e necessário para Seu maior serviço e louvor, e nosso bem.

in "Advento 2008" de Associação de Pais dos Alunos de do Colégio de São João de Brito

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